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COLATINA ES

ESTADOS


COLATINA é um município brasileiro do estado do Espírito Santo. Tem 111.789 habitantes segundo as estimativas do IBGE para o ano de 2006. Situa-se às margens do Rio Doce, ao norte do Estado.

HISTÓRIA

Começou com a colonização da Região do Rio Doce e a criação das capitanias hereditárias por parte da Coroa Portuguesa. A região não se desenvolveu como as demais capitanias hereditárias, a exemplo da Capitania de Pernambuco (no Nordeste) e a Capitania de São Vicente (no Sudeste). Após a libertação dos escravos, a região recebeu a imigração de italianos e de alemães pomeranos que se fixaram nas regiões de montanhas do estado do Espírito Santo, descendo mais tarde para a região de Colatina , Linhares, São Gabriel da Palha e Nova Venécia. A região de Colatina tem população predominantemente descendente da colonização europeia, principalmente de italianos, alemães e portugueses.

Foi fundada em 22 de agosto de 1921, inicialmente compreendia as terras dos municípios de Pancas, Marilândia, Governador Lindenberg, São Domingos do Norte, Linhares e Baixo Guandu.

O nome do município é uma homenagem a Colatina Soares de Azevedo, neta de 1ª nupcias de Joaquim Celestino de Abreu Soares, barão de Paranapanema, e esposa de José de Melo Carvalho Muniz Freire, presidente do Espírito Santo de 1892 a 1896 e de 1900 a 1904.



GEOGRAFIA

O Rio Doce, maior rio do estado, corta a cidade, a cidade é de relevo irregular, porém baixo, não passando dos 600m, porém nos municípios vizinhos essas altitude superam os 1500m

CLIMA

O clima na cidade é Tropical Seco, a cidade tem cerca de 900mm de precipitação anual e grande amplitude térmica diária, a máxima média no mês mais quente é de 33°C, sendo uma das maiores do Espírito Santo, porém a mínima média no inverno, chega a 14°C, em altitudes de 70m.

ECONOMIA

Baseava-se no primeiro momento na destruição da Mata Atlântica, com a exploração predatória de madeiras nobres como o jacarandá e a peroba. Os espaços resultantes foram preenchidos com uma agricultura baseada na monucultura do café Arábica e a pecuária de corte.

Nos anos 60, o café arábica foi substituído pelo tipo "robusta" (café conillon), mais adaptado as condições climáticas locais. Ainda nestes anos, a região foi a principal produtora mundial deste tipo de café, que é usado no "blend" dos cafés produzidos comercialmente. Esta cultura ainda é importante, mas que foi substituída ainda nos anos 70 pela indústria de confecções e outros projetos industriais, sendo que a indústria de confecções se tornou num pólo importante de desenvolvimento, existindo na região muitas fábricas agindo inclusive no mercado externo

INDÚSTRIA

Sobre o aspecto industrial, conforme dados da Federação das Indústrias do estado do Espírito Santo (Findes) o parque apresentava, no final da década de 1980, cerca de 337 empresas, com um total de sete mil empregados. As micro e pequenas empresas chegam a 6% do total das indústrias. As empresas de confecção medem o percentual de 36,8%, artefatos de madeira 21,6% e construção civil 10%. O ramo de confecções abocanha uma significativa parcela do mercado. Chega a quase 200 empresas, empregando aproximadamente 5 mil pessoas. O consumo de matéria-prima organiza uma produção de 700 mil peças mensalmente (8,5 milhões ao ano) gerando um faturamento médio de 100 milhões de dólares. O consumo de matéria-prima gasta 700 mil metros de tecido. Emendados, dariam um imenso tapete da mesma dimensão com pouco menos de dois metros de largura.

Os salários médios dos empregados atinge o patamar de 125 dólares. As maiores fábricas são a Cherne, Guermar, Uniroupas. O destaque maior da confecção colatinense é a marca, famosa nacionalmente, conhecida como Lei Básica. As dez maiores absorvem 50% da mão de obra. A origem das indústrias de confecção datam da década de 1960. Haviam necessidade de suprir a demanda de roupas para trabalhadores na colheita. Surgiram então os primeiros fabricantes. São as confecções Otto e Valdemar Marino. Antes da erradificação do café, eles já trabalhavam no ramo de confecções. Por dedução, as primeiras unidades produtivas surgiram antes de 1967. Atualmente, cobrem grifes de renome internacional (Yes Brasil, Vide Bula, Ellus e Dijon).


O setor industrial responde pela maior parte do ICMS recolhido na cidade e contribui para a diversificação da economia colatinense. Os ra.mos industriais mais significativos são os setores moveleiro, metalúrgico, alimentar e de çonfecções. E no setor de confecções entretanto que Colatina encontra sua grande expressão industrial, destacando-se como empresas mais importantes a Cheme, Mimo/PMTE, Merpa, Uniroupas e Grupo Guermar, que respondem por mais de 40% da mão-de-obra empregada. O setor de confecções mantém um Centro de Pesquisa da Moda para dar apoio e informações aos associados. O Pólo de Confecções de Colatina opera com uma filosofia bastante definida: qualidade máxima em todo o processo de produção da aquisição da matéria-prima ao produto final. Este processo de melhoria contínua da qualidade tem sido responsável pela crescente aceitação das confecções de Colatina bem como da competitividade que o setor apresenta no mercado nacional.

SERVIÇOS

O município conta com serviços públicos de nível, com emissoras de rádio (três emissoras FM e uma emissora AM), duas emissoras de televisão, sendo uma educativa (TV Colatina/TVE Brasil canal 7) e outra comercial (TV Gazeta Noroeste/Rede Globo canal 9), serviço de telefonia fixa e móvel, bem como restaurantes, hotéis, e hospitais bem aparelhados para todas as emergências, além de batalhões de polícia militar e uma bem montada guarnição do Corpo de Bombeiros. A rede comercial é a mais ativa do norte do estado do Espírito Santo, oferecendo variedade de produtos.

Assentada às margens do Rio Doce, Colatina tornou-se município chave de todo o sistema de transporte rodoviário, como traço de união entre o promissor norte do estado e Vitória, a dinâmica capital do Espírito Santo. Tudo isto, propiciou intensa atividade comercial que elevou Colatina à categoria de pólo regional de distribuição de mercadorias com área de influência num raio de 200 quilômetros.

Exportadores de café, atacadistas e as lojas de pronta-entrega dinamizam o comércio local que atende aos municípios do norte capixaba, leste de Minas Gerais e sul da Bahia, representando um universo de mais de 700 mil consumidores. Diariamente, através da ponte do Rio Doce, passam milhares de pessoas, que, tendo deixado suas cidades de origem, aportam em Colatina, atraídas pelos preços competitivos, variada oferta de produtos e opções dos supermercados e comércio lojista.


AGRICULTURA

Com apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, o grande destaque agrícola é o café robusta (ou Conillon), que se constitui na principal fonte de renda dos estabelecimentos de até 100ha. A comercialização do produto no Norte Estadual concentra-se no Município. Outro destaque é a pecuária.

As lavouras de arroz, feijão, milho e mandioca não têm expressão comercial (são um complemento de renda do produtor) e sua produção é inteiramente consumida internamente.

Quanto à olericultura, destacam-se o tomate, o pimentão a beringela e o jiló. A maior parte da produção (70%) é encaminhada à CEASA (Centrais de Abastecimento do Espírito Santo S/A). O restante permanece no próprio Município. Dentre as frutas de clima tropical, o cultivo de mamão apresenta-se mais desenvolvido e a maior parte da produção é comercializada com o Rio de Janeiro.


EXPECTATIVAS

Possui uma rede de ensino fundamental e médio, cursos técnicos, bem como faculdades reconhecidas regionalmente. Está preparada para entrar em um novo ciclo de crescimento, com o anúncio de implantação de novas plantas industriais. A expectativa que até 2008 Colatina alcance os primeiros lugares (1º ou 2º) no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) Estadual, que hoje está em 5º lugar.



TURISMO


Rio Doce no centro da cidade.Oferece um grande potencial para o ecoturismo, pois há no campo belas paisagens e fazendas bem cuidadas. Destaque para São Pedro Frio, a 600 metros de altitude, a 40 quilômetros do Centro, que oferece clima de montanha aos visitantes. Vale a pena conhecer as lagoas do Limão, Pau Gigante, Coroa Verde, Barbados, Óleo, Patrão Mor. Além das cachoeiras do Oito, Onze, Vinte e Onça.

Toda tarde, quando o sol se aproxima do horizonte montanhoso, o céu e o leito do Rio Doce se mesclam de dourado e vermelho e compõem um pôr-do-sol magnífico, um verdadeiro espetáculo para os olhos. O famoso pôr-do-sol da cidade, que é conhecida como Princesa do Norte, representa o cartão-postal, junto com o monumento do Cristo Redentor, que tem 33 metros de altura, localizado na parte alta do município, no bairro Bela Vista. De diversos pontos é possível ver a estátua do Cristo, que a todos transmite uma maravilhosa sensação de paz.O por do sol de Colatina é o segundo mais belo do mundo.

As festas também acontecem durante o ano inteiro. No aniversário de emancipação do município, em agosto, a comemoração atende todos os gostos. Há eventos culturais e musicais dos mais variados. Durante o ano ocorrem os mais animados bailes, um deles, o do Cafona - que ocorre sempre no segundo sábado de maio -, é conhecido não só no Espírito Santo, mas também em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paráe outro muito importante que já é visto como uma das melhores micaretas do estado e o Baile Do Hawaii, que conta com as melhores atrações da música baiana.





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fonte:wikipedia




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