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HISTÓRIA
DITADURA MILITAR
O golpe militar de 31 de março de 1964 derruba João Goulart, esfria as ambições pessoais e partidárias de ambos os lados e instaura um regime de exceção (ditadura militar) que perdurará oficialmente até 1985. O regime teve cinco presidentes que, embora civis no momento em que exerciam a magistratura, eram oficiais-generais da reserva (em ordem cronológica): marechais Castelo Branco e Artur da Costa e Silva, e generais Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo. Sob a influência ou coordenação de técnicos como Eugênio Gudin, Roberto Campos e Delfim Netto, o regime militar levou a cabo reformas econômicas, fiscais e estruturais, curiosamente adotando bandeiras semelhantes às de João Goulart, como a reforma agrária (cujo projeto, de Roberto Campos, foi combatido pela UDN) e a nacionalização das empresas de infra-estrutura.
Inicialmente entusiasta do regime militar em conseqüência do progresso econômico, principalmente para a classe média, e também devido à manipulação através da censura da mídia e da propaganda oficial, a sociedade opôs-se posteriormente ao regime autoritário. Os exageros do sistema de policiamento político, epitomizados pela morte do jornalista e militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) Vladimir Herzog levaram o próprio presidente Geisel a adotar posição enérgica contra a "linha dura".
Nas eleições de 1976 a oposição teve expressiva votação, o que levou a uma " lenta, segura e gradual" abertura política no Brasil, com a volta de vários exilados políticos, o fim da censura prévia à imprensa, a anistia (dita "ampla, geral e irrestrita") e o movimento, na prática inútil, porém de grande significado simbólico, as Diretas-Já, que reuniu milhões de pessoas em comícios no ano de 1984. Comícios que foram levados ao ar, ao vivo, pelas emissoras de TV do país. Curiosamente, a maior emissora de TV do Brasil, a Rede Globo de Televisão, foi a única a ignorar completamente o movimento, sem fazer qualquer referência aos comícios em seus noticiários. Somente vindo a fazê-lo após o então presidente do Brasil, General João Figueiredo tratar publicamente do assunto.