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SÃO GABRIEL DA PALHA ES

ESTADOS


SÃO GABRIEL DA PALHA é um município brasileiro do estado do Espírito Santo. Sua população foi contada em 2007, estabeleciada em 28.878 habitantes, segundo dados do IBGE.

HISTÓRIA

Foi por volta de 1920 que as autoridades governamentais sentiram a necessidade de colonizar esta região, onde as terras ainda eram desabilitadas pela civilização.

Coube ao senhor Bértolo Malacarne a missão de dar continuidade ao desbravamento da região ao norte de Colatina, obtendo o título das terras. Após o desembarque da caravana em São Silvano, rumou para o norte, superando todas as dificuldades, conseguindo o seu objetivo com muito esforço, instalando-se no local designado Cachoeira da Onça, onde tencionava edificar um grande patrimônio que seria o ponto estratégico para dar continuidade a sua missão.

Entretanto, antes que o local se tornasse efetivamente uma vila, um grande surto de malária e impaludismo fulminou com os planos deste senhor de escassa instrução didática mas de muito arrojo e espírito moral elevado. Porém, ele continuou com o seu firme propósito de construir uma vila como estratégia de continuação para a colonização. Arregimentou o resto de sua caravana marchando mais ao norte do estado até deparar com as margens de um córrego onde as terras eram mais promissoras.

Conta-se que no dia em que a caravana encontrou esse córrego, coincidia com a data alusiva ao dia do Arcanjo Gabriel e, como Bértolo era devoto e praticamente do catolicismo, não hesitou em homenagear a entidade e dar o nome de Córrego São Gabriel, ao córrego encontrado e ali instalou uma vila sem os problemas de surtos de doenças experimentados em Cachoeira da Onça.

Iniciou-se então o desmatamento de um trecho compreendido entre a margem do córrego e a base de um morro próximo (hoje o centro da cidade onde se localiza a Avenida Graciano Neves), local no qual as primeiras casas foram construídas e definidas as áreas dos lotes para os futuros colonizadores.

A primeira casa construída foi para seu imediato Anísio Matias e sua esposa, que passou a desempenhas o trabalho de fiscalizar, impedir invasões e determinar a ocupação dos lotes pelas primeiras famílias, que ali chegassem, e que no prazo de cinco anos deveriam construir uma casa, caso contrário, o lote seria transferido para outro.

Assim os primeiros habitantes se instalaram no loteamento segundo os registros históricos, através das famílias pioneiras de Horácio Coutinho, Cristovão Barbosa, José Braga, João Gregório, vindo a seguir Batista Bragatto, Étori Dalton, Pedro Ângelo e João Spadetti, Virgílio e Jerônimo Camata, Luís e Vicente Colombi, Antônio Zani, Pedro Tartáglia , Telêmeco Scalfoni e Voyther Piekarz.

Por volta do ano de 1930, através de um convênio com o Governo do Estado, chegava no município, nesta década, ainda um humilde povoado, a Companhia Polonesa trazendo a região aproximadamente 400 famílias de imigrantes da Polônia, que se estabeleceram inicialmente em Águia Branca e, com o passar dos tempos foram ocupando todas a região, pois vinham de dois em dois meses em média 30 famílias. A maioria destas, transferiram-se para o sul do país por causa da ambientação climática, permanecendo em São Gabriel da Palha nada mais do que 20 famílias.

Hoje, São Gabriel da Palha conta com a miscigenação de raças, com exceção da indígena, que deixou suas terras por problemas de relacionamento com os imigrantes.

ORIGEM DO NOME

"São Gabriel"
Quanto a esta denominação existem duas versões que hoje ainda são de questionamento por adeptos das mesmas: a primeira dá conta de que havia na região um pescador que exercia suas atividades no Rio São José, nas proximidades da Cachoeira da Onça, de nome João Gabriel, pessoas de extrema bondade, que sempre procurava o bem da comunidade. Com o seu falecimento, a população local decidiu homenageá-lo carinhosamente.
A outra, parece ser melhor aceita, porém com algum questionamento, conta que devido à chegada do desbravador Bértolo Malacarne coincidir com o dia em que a Igreja Católica comemora o dia do Arcanjo Gabriel, denominaram o Córrego aqui encontrado de São Gabriel, concedendo também ao povoado a mesma denominação.
"da Palha"
Quanto ao complemento "da Palha", as versões são unânimes em apontar o fato de que era uma referência dada ao local por suas primeiras casas possuírem cobertura de palha de palmito, casas estas erradicas por volta de 1937, quando o progresso se tornava realidade e surgiram então modernas residências de alvenaria.

EMANCIPAÇÃO POLÍTICA-ADMINISTRATIVA

O desejo de emancipação era eminente por volta dos anos 60, pois o Distrito já apresentava um progresso tão avantajado que vivia então na condição de um grande município, só necessitando de suas oficialização para tal.

Teve início então, o movimento de emancipação, conseqüência desse rápido desenvolvimento. Porém, alguns problemas surgiram; as classes estudantis e de comerciantes de Colatina reagiram quanto ao desmembramento pois, além de São Gabriel, havia também o distrito de Pancas com os mesmo anseios, sendo que estes eram os dois distritos que mais lucros davam ao município de Colatina.

Liderando uma comissão que se mobilizara em prol do desmembramento do distrito, o então vereador por São gabriel, Eduardo Glazar, foi o autor de uma indicação na Câmara Municipal de Colatina pleiteando o desmembramento do vilarejo.

Além do vereador Eduardo Glazar, o movimento contou com incontido esforço dos senhores José Policarpo, conhecido como Mineirinho, Romeu Joaquim de Souza, Sebastião Pereira, Antônio Guerra, Alberto Antônio da Silva, Antônio Genelhú e Ely Cardoso, que compuseram uma comissão pró-emancipação e encaminharam as postulações da população e Assembléia Legislativa.

Transcorria o ano de 1963 e alguns políticos colatinenses se posicionaram contra a emancipação, entretanto, através do deputado Israel Pinheiro, José Morais e Élcio Pinheiro Cordeiro, o processo de autonomia de São Gabriel recebia aprovação do então Governador Francisco Lacerda de Aguiar que na data de 2 de novembro de 1962 instruiu o Decreto Lei nº 1.857, oficializando a instituição do município de São Gabriel da Palha.

Como o novo município não foi criado em época oportuna de eleições municipais, o governador do estado, na oportunidade o senhor Cristiano Dias Lopes, nomeou como Primeiro Chefe do Executivo Gabrielense o senhor Mauro Ribeiro Garcia, que foi substituído posteriormente pelo senhor José Lacerda, também por nomeação. Lacerda deixou o cargo logo depois para o I Tenente do Exército Petronilio Barbosa que permaneceu na administração até o ano de 1966, quando em 15 de novembro foi realizada a 1ª eleição para prefeito em São Gabriel da Palha.

Em 1967 tomou posse o primeiro prefeito eleito pelo povo através do voto direto e secreto, o senhor Eduardo Glazar, juntamente com os primeiros vereadores também eleitos pelo povo.

A Câmara Municipal foi instalada em 31 de janeiro de 1967 cujos vereadores foram os snhores: Álvaro Lessa, Batista Colombi, Cedenir Caprini Torezani, Dr. Dário Martinelli, Eduardo Fischer, Jaimes Alberto da Silva, José Pagani, José Pereira da Silva, Ulriche Justo Milke, sendo que tal administração foi de 1967 a 1971.

COMO SURGIU SÃO GABRIEL DA PALHA


Até 1920, a terra entre Colatina e Nova Venécia, no noroeste do Espírito Santo, era toda coberta de matas. Minas Gerais estava invadindo o pouco de área que nos sobrou da antiga Capitania do Espírito Santo. Em nosso Estado, especialmente no sul, havia colonos, imigrantes e aqui nascidos, com falta de espaço para criar suas famílias com dignidade. O índio já havia, em grande escala, sofrido a continuidade do processo de espoliação iniciado em 1.500. Havia ainda alguns por aqui. Eles não aceitaram se aldear em Pancas. Andavam nômades, coletando e caçando, e se encontravam numa cachoeira a que denominavam Jaguaribe. Jaguar é onça e ibe é cobra. Pode ser uma das duas quedas d’água do rio São José.

Assim, em 1923, o “Presidente” do Estado Nestor Gomes cria em Colatina a Companhia Territorial para gerir a colonização da área. Logo, em 1924, assume como “Presidente” do Estado, a figura histórica de Florentino Avidos. No ano seguinte, Avidos manda uma turma guiada por Cícero Morais abrir uma picada na mata para ligar os dois extremos. E começa a construir sobre o rio Doce uma ponte que deveria iniciar uma estrada de ferro ligando Colatina a São Mateus. Até parece um “repeteco” do sonho da Madeira-Mamoré. Só que aqui a estrada não teve mais que 7 quilômetros partindo de Colatina e chegou a Nova Venécia partindo de São Mateus, graças à família Cunha, do Barão de Aimorés. Mas, em 1928 foi inaugurada em Colatina a ponte sobre o rio Doce.

No mesmo ano de 1928, o Estado firma com a TOWARYSTWO KOLONIZACJISNE da Polônia um contrato para vinda de 1.800 famílias de colonos para Águia Branca(Orzel Bialy). E, em 1929, firma com a Empresa MALACARNE & COSTA um contrato de colonização do médio rio São José. Bertolo Malacarne já atuara em Marilândia desde 1923 e vinha atuando na Cachoeira da Onça desde 1925, autorizado verbalmente pelo Estado.

O novo “Presidente” do Estado, em 1929, era Aristeu Borges de Aguiar. Ele desistiu de construir a ferrovia (certamente por falta de dinheiro) e deu aos madeireiros esta incumbência. Em 1930, ela saía de Colatina. Em 1934 ela chegava a São Domingos . Em 1936, ela chegava a São Gabriel. Em 1940, ela chegava a Águia Branca(construída pelos presos). Era uma trilha precária, dentro da mata. Mesmo assim, um madeireiro de Colatina, Heitor Alencar, botou um transporte coletivo ligando Colatina a São Gabriel.

Já havia por aqui muitos colonos. De acordo com os livros da firma MALACARNE & COSTA, em 1925, adquiriram terras Eugênio Malacarne, Francisco Malacarne, Antônio d’Agostini, Luiz Marchete, Etore Curbani, João Fregona, Sebastião Thomaz de Alencastro, João e Pedro Cocini, João Ardisson, José Pecin, Pascoal Fuzer, Júlio Fuzer, Pedro Salvador e Pedro Malacarne. Em 1926 compraram Irmãos Bastianelli, José Pilon, Apostólico Venturim, Etore Dalto, João Feretti, José Roseti Cordeiro e Germano Gerhart. Em 1927, Ângelo Bravim, José Dalto, Baptista Bragatto, Ernesto Bragatto, Victor Bragatto, Pedro Bragatto, José Bragatto, Victorio Breda, Sebastião Breda, Joaquim Liberato, Nelson Pinto Costa, João Perim. Em 1928, José Pilon, Ângelo Pilon, José Dalto, Antônio Pilon, Sebastião Gomes, João Frigini, Jacomo Pezzini, Antônio Pezzini, Áureo Roir Ferraz, João del Pietre, Antônio Suzano, Caetano Vanini, Joaquim Liberato e irmãos, José e João Figueira, Alexandre Moscon, Fortunato Taquetti, Dante Pedro Cocini, Luiz Adrição, Nicola Calabrez, Alexandre Godio, Agenor Perim, João Ferretti, Ponciano Falcão, Reynoldi Gervazio. Em 1929, compraram terras Ernesto Bragatto, Severiano Venturim, Jacomo Lorenzoni. Pedro Machado, Agenor Perim, Antônio Pillon, Francisco João Antônio Bastianello, Antônio Pecin, Francisco Bizio, Ângelo Spadeto, João Pasti, Fidelis Ferrari, José Callegari, Pedro Spadetto, Luiz Colombi, João Colombi, Caetano Spadetto. Em 1930, Antônio Lorenzoni,Telêmaco Scalfoni, Pedro Tartaglia, Francisco Tartaglia, Bernardo Mantovanelli, Serafim Servegnini, Miguel Servegnini, José Guilherme Bermond, Elias Scalfoni, Natal Cossi, Ernesto Catani, Virginio Baldi, Pedro Colombi, Ernesto Camillo, Antônio Colombi, Mansuetto Colombi, Vicente Colombi, Baptista Colombi, José Colombi, Caetano Cavatti, Bino Zani, . Não há registro de entradas de colonos nos anos de 1931, 1932 e 1933. Muitos não ficaram. Outros nem vieram. Outros ainda compraram mais de 1 área. Em 1934, vencia o contrato que MALACARNE & COSTA (Nelson Costa era o guarda-livros da concessionária) tinha com o Estado. Bertolo queria fundar um núcleo na margem direita do rio São José.

Reuniu uns 40 braçais que começaram a abrir picadas na mata desde a Cachoeira da Onça (onde dava febre malária “até em macaco”), no limite sul de sua propriedade até o extremo oposto, ao norte, onde está hoje a sede da Cooabriel. Ali abriu uma clareira na mata e passou a doar lotes a quem fizesse uma “barraca de palha”. Disse-me o Eduardo Glazar que a área deste extremo norte foi trocada por Bertolo por outra infestada de mosquitos anofelinos.

Quando os madeireiros de Colatina chegaram por aqui, em 1936, as barracas ainda existiam. Os poloneses vieram de Águia Branca, descendo o rio São José, por volta de 1937 e deram novo impulso ao esforço de colonização, no rumo de Vila Valério. Encontraram o mesmo panorama no núcleo. Na periferia, os novos colonos chegavam, às vezes a pé, para ocupar as terras ainda virgens. Data de 1943 a primeira foto(que conheço) dos inícios de nosso burgo. As barracas de palha já não existiam mais. Ficaram no nome: SÃO GABRIEL DA PALHA.


GEOGRAFIA

O município de São Gabriel da Palha localiza-se na região Noroeste II do estado do Espírito Santo, ocupando atualmente uma área de 432 km², distante 212 km da capital do estado, Vitória. Limita-se ao norte com Nova Venécia e São Mateus, ao Sul com São Domingos do Norte, a leste com Vila Valério e a oeste com Águia Branca. Possui um relevo fortemente ondulado e montanhoso, com uma altitude de 180 metros, possuindo em alguns locais e altitudes a 400 metros acima do nível do mar.

O clima é tropical, com temperatura máxima de 39º em dezembro e mínima de 10º em junho.


DEMOGRAFIA

Estima-se uma população de 35 mil habitantes (contagem de 2007), sendo que o maior número concentra-se na zona urbana.


HIDROGRAFIA

A bacia que compõe a paisagem hidrográfica do município é a do Rio Doce - Suruaca, cuja área é de 542 km², destacando-se como principais rios Barra Seca e São José.

ECONOMIA

No setor econômico, seu principal produto é o café conillon, possuindo uma das mais importantes Cooperativas Agrárias de Cafeicultores do Brasil a COOABRIEL. Destaca-se ainda, pelo cultivo de coco, látex, feijão milho, mandioca e criação de gado leiteiro. Nos últimos anos São Gabriel da Palha vem se transformando num grande Pólo de Confecção Têxtil, que proporciona geração de empregos para a região e que atualmente consiste em uma das fontes de renda básica de nosso município.

Em se tratando de comunicação, o município possui sistema de telefonia, internet, correio, televisão, rádio, telégrafo, jornal bancas de revistas, comunicando-se assim com todos o país e até mesmo com o exterior. É atendido no que diz respeito a Internet por provedores de banda larga, rádio e acesso discado. São retransmitidos os sinais de televisão da TV Globo (Gazeta Noroeste), TV Record, TV Bandeirantes, SBT(Rede Tribuna) e Rede Vida. Possui ainda uma rádio local e recebe sinal de rádios de cidades vizinhas. Recebe regularmente os jornais A Gazeta e A Tribuna, de Vitória, além de possuir vários jornais locais.

É servido por três rodovias estaduais que interligam-no aos municípios de Nova Venécia, Colatina, Barra de São Francisco e Linhares, desta forma a produção atinge rapidamente as principais metrópoles do país.

A educação do município de São Gabriel da Palha está organizada em escolas das redes Públicas (Municipais e Estaduais) e particulares e também uma Escola Cooperativa a COOPESG.

fonte;wikipedia




MERCADO IMOBILIÁRIO BRASILEIRO



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