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A história da familia BALLARINI, não é muito diferente de várias outras famílias Italianas, por volta do ano de 1888, a Italia vivia um momento de crise, associados aos pesados impostos "feudais" cobrados pelo usufruto da terra. Nessa época nossos antepassados moravam na cidade de ROVERBELLA na província de MANTOVA, nesse período desenvolveu-se um fenômeno muito difundido na europa, A IMIGRAÇÃO PARA A AMÉRICA, terra jovem e com grandes prespectivas de trabalhos, os USA, estavam em alta com o desenvolvimento indústrial, mas também a américa do sul era muito focada pelos imigrandes por suas inúmeras oportunidades. Alguns países ofereciam aos imigrantes oportunidades de compra de lotes de terra para produção agrícola com valores relativamentes simbólicos, isso fazia com que um grande número de famílias tentassem essa grande mudança de vida e viajassem para lá.
Foi isso que aconteceu também com nossa familia, o sr. Domenico Ballarini, vendeu tudo que haviam em Roverbella-MN e no dia 04 de outubro de 1888, com a benção do Pàroco da comune de Roverbella, Dom Vincenzo Bernardi e junto com a esposa Caterina Boschini (filha de Felice Boschini e Anna Toffali) e os filhos: Giovanni Ballarini com 5 anos de idade, Luciano Ballarini com 3 anos de idade, Francesco com 2 anos de idade e Giuseppe Ballarini com 2 meses de vida, embarcarão no porto de Genova, no navio Pia com destino a Argentina, foi uma viagem muito díficil com grandes problemas a bordo do navio um deles foi uma epidemia de febre amarela que matou vários passageiros, felismente nossa familia não foi gravemente afetada pelo vírus na travessia. Assim que o navio chegou na argentina, deu-se em terra a notícia da febre no navio, então o governo Argentino não autorizou o desembarque dos passageiros obrigando o navio a retirar-se das águas argentinas. Foi assim que o navio Pia conseguiu atracar e desembarcar seus passageiros no porto de Anchieta-ES, oficialmente não se tem notícias do desembarque e nem das primeiras acomodações. Os primeiros anos foram de muita dificuldades para a familia Ballarini, mas com muita coragem e vontade de trabalhar eles conseguirão estabelecer-se, porém logo o Sr. Domenico ganhou uma posse de 05 alqueires de terra na localidade de São João de Alfredo Chaves-ES. Sendo uma terra fraca o Sr. Domenico reclamou com o Sr. Garibaldi, que vinha a ser o administrador em Alfredo Chaves, que lhe concedeu uma outra área de terra mais forte, porém a uma hora e meia de distância, para trabalhar a terra Domenico deixava a esposa Caterina e filhos e também a pequena Felícia Ballarini que nascera no Brasil e somente vinha em casa de 30 em 30 dias. Ele falava com Caterina para amarrar a poteira pois quando chegasse alguém era nescessário chamar. Aconteceu que um dia chegou em casa todo esfarrapado e da porteira chamou por Caterina mas ela não o reconheceu, então ele disse: "catina sò mi" (era assim que ele a chamava).
Permaneceram em Alfredo Chaves até o ano de 1909, quando comprarão a propriedade de Pedra Branca, distrito de Jacigua, município de cachoeiro de Itapemirim-ES, a propriedade tinha 16 alqueires e doi adquirida por 6 contos de reis, nesta propriedade nascerão as filhas Carolina Ballarini e Anna Ballarini. No ano de 1932 Domenico vendeu a propriedade para o filho Francisco e mudou-se com a esposa e demais filhos para a localidade de São João de Jacigua, onde veio a falecer no ano de 1935 com 82 anos de idade.
O filho Giovanni casou-se primeiramente com Giusephina Pedruzzi, e tiveram 12 fillhos, depois casou-se com Rosa Belmock e tiverão 4 filhos ...
Tudo que foi aqui narado é a versão atual conseguida com a pesquisa de vãrios interessados na história. Se alguem tiver qualquer comentário a incluir ou excluir para enriquecer a autenticidade dessa História, envie-nos um e-mail, Obrigado. (Giovani Balarine)
FOTO: FAMILIA DE GIOVANNI BALLARINI E JOSEFINA PEDRUZZI