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CÂNCER

CATÁSTROFES > PRAGAS


O câncer é uma doença que se caracteriza por uma proliferação anormal das células, não controlada pelo organismo, que acaba por difundir-se para outras regiões do corpo (metástase). Existem cerca de 200 tipos de câncer.

Mais de 4 milhões de pessoas são atingidas em todo o mundo anualmente pelo câncer. Uma matéria publicada na revista Veja de abril de 1996 dizia haver uma diferença fundamental entre o câncer e a AIDS, as duas moléstias que mais horror e pânico difundem à humanidade: "A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida é um mal que se pode prevenir totalmente. O câncer, não. Descontados alguns fatores de risco, ter ou não ter a doença é uma loteria (…)."

Esta suposição, no entanto, é falsa. Nada do que atinge o ser humano é obra do acaso. Tudo, mas tudo o que alcança uma pessoa teve origem nela mesma. Foi ela própria quem colocou a semente para isso, seja na atual vida terrena ou em outras passadas.

Isso naturalmente não significa que uma pessoa atingida por uma doença tão grave como o câncer ou também outras seja uma alma perdida. Não. Uma doença como essa é um retorno cármico, que dependendo de como a pessoa encara pode se constituir numa remição de uma culpa anterior. Para outros, porém, pode significar realmente um agravamento do estado anímico nesta vida. Em ambos os casos, porém, não deixa de ser um retorno de um modo errado de vida praticado. O principal é que a pessoa mude a sua sintonização anterior, para o que a doença se constitui por vezes num auxílio indispensável, uma grave exortação a que a pessoa atingida é forçada a dar atenção.

Em maio de 1997, a OMS divulgou um relatório onde previa que o câncer se tornaria uma epidemia mundial, depois que se verificara que 6,3 milhões de pessoas haviam morrido em todo o mundo em 1996, vítimas da doença.

O número de casos de câncer e as mortes a ele relacionadas têm aumentado continuamente em todo o mundo nos últimos anos. Uma boa amostragem disso pode ser obtida analisando-se a situação dos Estados Unidos, país que detém dados estatísticos confiáveis a respeito: A população americana cresceu 38% de 1960 a 1990. Em 1960 o número de mortes por câncer foi de 267.582, e em 1990 morreram 505.322 pessoas da doença, um aumento de 88,8% em relação a 1960. Atualmente, estima-se que surjam por ano mais de um milhão e 200 mil novos casos de câncer nos Estados Unidos.

O gráfico abaixo (elaborado segundo dados da Enciclopédia Nosso Século) mostra a variação nas últimas décadas do número de mortes por câncer para cada grupo de 100 mil pessoas na Alemanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Japão. Observa-se um crescimento contínuo em termos reais:



No Brasil, O Instituto Nacional do Câncer previa para o ano de 1998 o surgimento de mais de 269 mil casos, que seriam responsáveis por cerca de 108 mil óbitos. O número de casos tem aumentado numa média de 3% ao ano. Só o câncer de mama mata 10 mil mulheres por ano no país e atinge uma brasileira a cada 24 minutos. A taxa de mortalidade para o tumor da próstata subiu 54% entre 1970 e 1992 no Estado de São Paulo. O crescimento do número de mortes ocasionadas por esse tipo de câncer no país pode ser avaliado pelo gráfico abaixo:



A comunidade médica está hoje também apreensiva com um tipo de câncer feminino causado por um vírus, chamado HPV, conhecido há mais de um século mas cuja ação se tornou mais virulenta nos últimos anos. Esse vírus vem sendo apontado como deflagrador de uma corrente de reações que levam em alguns casos ao câncer no colo do útero, o tipo de câncer que mais vítimas faz entre as mulheres.

A matéria da revista Veja de agosto de 1994 que aborda o assunto diz textualmente: "O que preocupa os médicos é a extraordinária velocidade com que o vírus vem se espalhando. Atribui-se a ele o fato de que a faixa etária de risco para o câncer de colo de útero tenha diminuído em dez anos. Tradicionalmente ele atacava apenas mulheres acima de 35 anos — hoje, atinge também as mais jovens. No Brasil, calcula-se que 30% das mulheres adultas sejam portadoras do vírus, porcentagem idêntica à verificada nos Estados Unidos. Além disso, tem-se constatado a presença do HPV em 99% das mulheres com câncer no colo uterino."

No Brasil, segundo dados do Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas, de julho de 1995, a infecção pelo HPV tornou-se a primeira causa de atendimento de doenças sexualmente transmissíveis, respondendo por 60% do total.

Um estudo publicado na Revista Nature Medicine, de maio de 1995, informa que algumas mulheres são mais suscetíveis que outras ao câncer do útero porque seus organismos não identificam uma forma mutante do vírus HPV, que causa a doença. Em julho de 1995, uma reportagem jornalística dava conta que 50% da população mundial era portadora do vírus… Em abril de 1997, o Dr. Charles Rabkin, do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, apresentou evidências de que o HPV também poderia levar ao câncer de próstata no homem.




fontehttp://www.pechincha.com.br/Filosofia/molantig.htm





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