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FURACÕES

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A ESTAÇÃO DOS FURACÕES


Os ciclones tropicais são mais prováveis de ocorrer em tempos específicos durante o ano. Por exemplo, na América do Norte, a estação dos furacões começa oficialmente entre 1 de Junho a 30 de Novembro. Contudo, a maioria dos furacões ocorre durante Agosto, Setembro, e Outubro, quando as águas dos oceanos tiveram tempo suficiente para aquecer. Os furacões que atingem os Estados Unidos são usualmente originários do Oceano Atlântico, do Mar do Caribe e do Golfo do México (entre 10oN a 30oN).

Muitos furacões também se formam no Oceano Pacífico para fora da costa oeste da América do Norte e se movem para oeste em direção ao Pacífico central, embora muitas dessas tempestades podem fazer um círculo para trás e atingir a costa noroeste do México. Durante a estação de furacões, a região real de formação se move, estando ligeiramente a norte no começo da estação que no final da mesma. A estação de furacões no Oceano Pacífico central e leste, a estação de tufões no Pacífico oeste e a estação de ciclones no Oceano Índico e próximo da Austrália são ligeiramente diferentes.

A ESTRUTURA DE UM FURACÃO

Um ciclone tropical é definido como um vórtice atmosférico com rotação ciclônica (horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte) que varia de algumas centenas de kms até ~ 3.2 mil kms. Estão associados com um centro de baixa pressão e nuvens convectivas que estão organizadas em bandas espirais, com uma massa de nuvens convectivas sustentada no ou próxima ao centro. De forma diferente dos sistemas de latitudes médias, furacões e outros ciclones tropicais são tempestades sem frentes associadas. Mas como outras tempestades, são caracterizadas por uma baixa pressão central e ventos que sopram ciclonicamente em volta daquele centro.

As pressões mais baixas no centro de um furacão tipicamente variam entre 920 a 980hPa. Furacões normalmente tem um olho na região central onde ar úmido está afundando em direção à terra. O olho pode chegar a 50km em diâmetro; desenvolve-se conforme o vento aumenta e espirala em torno do centro da baixa pressão. O olho de um furacão pode ser livre de nuvens ou ter uma cobertura de nuvens (conhecida como ‘cobertura de nuvens central densa – central dense overcast’) que produz muito menos chuva que as regiões ao redor. O tempo dentro do olho de um furacão pode ser calmo e agradável, freqüentemente fazendo com que as pessoas se enganem e acreditem que a tempestade já passou. Em muitos casos, as pessoas deixam seus abrigos durante a passagem do olho, pensando que a tempestade acabou, apenas para serem ‘cumprimentadas’ pela outra metade da tempestade. As Figuras 1 e 2 mostram o olho do furacão Ivan (categoria 5) que atingiu os Estados Unidos em 2004 e os detalhes do olho do furacão Emily. Notem como o olho é relativamente livre de nuvens mas circundado por uma parede de nuvens bastante espessas.

O ar flui dentro da base de um furacão e espirala em torno do olho da tempestade. Vapor de água no ar condensa, e uma espessa banda de nuvens se forma. Estas bandas são vistas como braços de nuvens que espiralam em torno da porção central da tempestade. Consistem de nuvens muito espessas e tempestades que podem ser muito violentas e trazer chuva muito pesada, ventos fortes e ocasionalmente tornados. Bandas de nuvens densas e linhas de tempestade podem ser claramente vistas nas Figs. 1 e 2, especialmente na parte sudeste e norte do furacão. Também associadas com um furacão estão as ‘marés de tempestade (storm surge)’, que significam um aumento no nível da água nas regiões costeiras devido ao efeito combinado de ventos, ondas e pressão reduzida no centro da tempestade. Estas marés e os alagamentos associados constituem-se nos mais perigosos e mortais efeitos de um furacão.

As velocidades do vento variam dentro de um furacão, atingindo um máximo logo fora do olho, em uma estrutura chamada de ‘parede do olho (eye wall)’. A parede do olho contém as chuvas mais pesadas também. Um furacão típico pode apenas ter 500km de diâmetro. Contudo, podem apresentar ventos que se aproximam de 320km/h, embora atingem mais tipicamente 160km/h., o que é forte o suficiente para arrancar telhados de edifícios e causar considerável estrago. Lembre-se que essas velocidades são ventos sustentados (isto é, constantes por um longo tempo)! As Figs. 3 e 4 mostram a estrutura vertical dos ventos em um furacão. A Fig. 3 mostra o exemplo do furacão Mitchel enquanto a Fig. 4 mostra uma média obtida para diversos furacões (veja legendas nas respectivas figuras). Se um furacão fosse simétrico e se não estivesse movendo, as velocidades dos ventos seriam aproximadamente consistentes nos dois lados do olho. Mas porque os furacões se movem, os ventos no lado direito do caminho do movimento tendem a ser mais fortes. Os ventos no lado esquerdo do olho tendem a ser mais fracos. Isto é porque os ventos são um resultado da combinação da velocidade de rotação e da velocidade na qual o furacão viaja.

Para pensar:
Supondo um furacão no Atlântico Sul que fosse atingir o Brasil, haveria alguma modificação no lado do olho com maior intensidade de ventos em relação ao observado no HN?



“Close-up” no olho do furacão Emily.


A estrutura da temperatura de um furacão é tal que o olho é mais quente que as regiões vizinhas em vários graus. Esta diferença em temperatura é uma característica muito importante no estudo da intensidade de um furacão, uma vez que tipicamente, quanto maior o gradiente de temperatura, mais intensa é a tempestade. Meteorologistas usam a curva de realce chamada de BD para observar o gradiente de temperatura nos topos das nuvens que circundam o olho das tempestades. Usando a curva de realce BD os topos mais frios aparecem em branco nas imagens e devem ser as regiões onde a tempestade é mais forte. Quanto maior o gradiente de temperatura entre o olho e a parede mais fria, mais violenta é a tempestade. Exemplo de uma imagem Infravermelho realçada (com cores) encontra-se na Fig. 5.

O cliclo de vida de um furacão

O desenvolvimento de um ciclone tropical ocorrerá apenas quando condições muito específicas existirem. Um furacão origina-se como um distúrbio tropical com ventos relativamente fracos, uma fraca área de pressão baixa, nebulosidade extensa e alguma precipitação. Muitos destes distúrbios existem em qualquer dado tempo nos trópicos, mas muito poucos evoluem para furacões uma vez que as condições requeridas para tal são muito específicas (veja Tabela.1). A principal fonte de energia é um ar quente e úmido sobre o oceano; portanto, requer oceanos com temperaturas quentes para se desenvolver. O ar sobre o oceano precisa também estar muito quente e úmido. Conforme o ar sobe através da tempestade, o vapor se condensa em água líquida. Cada gota de água que se condensa libera uma certa quantidade de energia, conhecida como calor latente, o qual é o principal combustível de um furacão. Se uma tempestade em desenvolvimento encontra águas mais frias ou terra, esta fonte de energia é perdida e a tempestade irá enfraquecer.

Para um furacão se formar, os ventos em todas as altitudes precisam estar na mesma direção.

O CISALHAMENTO DO VENTO

Refere-se à condição na qual a direção do vento e a velocidade mudam dentro dos 15km inferiores da atmosfera. Quando o cisalhamento do vento está presente, a tempestade freqüentemente não consegue se formar como um sistema organizado. Ocasionalmente, quando todas as condições requeridas estão presentes, um distúrbio tropical se desenvolve em uma depressão tropical, um sistema fechado de baixa-pressão. Conforme a pressão cai, os ventos em torno da baixa-pressão aumentam, mas permanecem menores que 60km/h. Para uma depressão atingir um estágio de tempestade tropical, uma rotação distinta precisa existir em torno da área central da baixa-pressão e os ventos precisam atingir velocidades entre 60 e 120km/h. Neste ponto, uma tempestade tropical recebe um nome. Para atingir um estágio de furacão precisa ter uma rotação pronunciada em torno do centro da baixa pressão e velocidades dos ventos de pelo menos 120km/h. Uma vez que a tempestade se transforma em um furacão, pode durar por vários dias; contudo, conforme fica mais velha encontra terra ou águas oceânicas frias e perde sua fonte de energia, e começa a enfraquecer. Pode então retornar ao grau de depressão tropical e, eventualmente, morrer, tornando-se uma área de fortes chuvas.

CONDIÇÕES PRECURSORAS DO DESENVOLVIMENTO DE UM CICLONE TROPICAL

Temperaturas oceânicas de 27oC ou mais quentes
Ar úmido e muito quente
Pouco cisalhamento vertical nos primeiros 15 km











fonte:www.portalsaofrancisco.com.br






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