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CATÁSTROFES > CATÁSTROFES NATURAIS > TERREMOTOS
Forte terremoto atinge litoral sul da Região Sudeste
Um forte tremor de terra calculado em 5.2 graus na escala Richter foi registrado às 21h00 do dia 23 de abril de 2008 abaixo do leito submarino do litoral paulista. O evento foi sentido com muita intensidade em diversas cidades do Estado de São Paulo e Rio de Janeiro, além do Paraná e Santa Catarina. Este é o sexto maior abalo sísmico já registrado no Brasil. O maior registrado atingiu 6.2 graus no ano de 1955.
O evento desta terça-feira foi localizado a 10 quilômetros de profundidade, sob as coordenadas 25.713°S, 45.438°W, aproximadamente a 215 quilômetros do sul-sudeste da cidade costeira de São Vicente e 270 quilômetros a sul-sudeste de São Paulo.
Na cidade de São Paulo o tremor foi sentido em diversas localidades. Segundo Eric Machado Costa, morador do bairro do Butantã, o tremor durou cerca de 60 segundos, mas não chegou a cortar a energia nem tirar os objetos do lugar. Segundo Costa, a sensação foi parecida com a de estar em um ônibus em movimento em asfalto ligeiramente falho. Em Vila Alpina os bombeiros receberam uma chamada dos funcionários de um hospital que disseram que o edifício apresentou rachaduras.
Falha Geológica
O terremoto desta terça-feira não é um evento comum e ocorreu há milhares de quilômetros das bordas da placa sul-americana, onde está assentado o continente e da placa africana, a leste. Sua causa não é conhecida e provavelmente se trata de um evento causado ao longo de alguma falha geológica. Até às 07h30 da quarta-feira dia
24 de abril não haviam sido registrados novos abalos.
Falhas geológicas brasileiras - onde estão localizadas?
O terremoto de 4.9 graus Richter ocorrido na cidade de Itacarambi, no norte de Minas Gerais, despertou a curiosidade dos brasileiros, que sempre acreditaram que o país estivesse livre desse tipo de fenômeno natural. Talvez o fato do abalo ter feito uma vítima fatal, a primeira no Brasil devido a um terremoto, tenha contribuído para chamar a atenção do público, que se perguntou: afinal, no Brasil existem terremotos? Quais foram as causas?
Por incrível que pareça muitas pessoas creditaram o fato à "ganância humana", que destrói a natureza, causa o aquecimento global e destrói a camada de ozônio. Outros explicaram o fato de maneira mais simplista e apontaram a "ira divina" como causa do abalo. No entanto, existe uma explicação bem mais científica e natural para o fenômeno, chamada falha geológica.
Placas Tectônicas
Os terremotos de grande intensidade ocorrem ao longo da região onde duas ou mais placas tectônicas se encontram. Ali, as rochas comportam-se como corpos elásticos, onde se deformam e acumulam muita energia proveniente da pressão e do stresse provocado pelo movimento entre as placas. A tensão é tanta que em um dado momento ocorre uma ruptura da região e toda a energia acumulada é liberada de uma única vez ou em eventos sucessivos. Isso é um terremoto.
O globo terrestre é formado por doze placas principais e diversas placas secundárias. O Brasil se localiza no centro da placa sul-americana, um local geologicamente estável, mas nem por isso livre de abalos, como pode pensar a maioria das pessoas.
Um estudo feito em 2002, coordenado pelo professor Allaoua Saadi, ligado à Universidade Federal de Minas Gerais, culminou com a apresentação do primeiro Mapa neotectônico do Brasil. Nele, Saadi e sua equipe identificaram pelo menos 48 falhas-mestras no território Nacional. "É justamente ao longo do traçado dessas falhas que se concentram as ocorrências de terremotos", explica Saadi.
Falhas geológicas
"Toda placa é recortada por vários pequenos blocos, de várias dimensões. Esses recortes, ou falhas, funcionam como uma ferida que não cicatriza: apesar de serem antigos, podem se abrir a qualquer momento para liberar energia. Se você tem um bloco recortado e o comprime de um lado e de outro, ele rompe onde já existe a fratura”, completa.
Segundo o professor, o maior número de falhas se concentra nas Regiões Sudeste e Nordeste, seguidas pela Região Norte e Centro-Oeste. A Região Sul é a que apresenta o menor número de falhas.
Para realizar o levantamento, Saadi utilizou diversos mapas topográficos e geológicos, além de uma grande quantidade de imagens de satélite e de radar. Saadi e sua equipe também foram pessoalmente a diversas localidades de Belém, Natal, Fortaleza e São Paulo e durante um mês investigaram as margens do Rio Amazonas, identificando as falhas na região. Para localizar as falhas, Saadi analisou primeiro as cartas topográficas à procura de indicadores. "Os rios são um exemplo, pois correm geralmente ao longo das fissuras", explica o pesquisador.
Em Minas Gerais
Com auxílio do Mapa neotectônico do Brasil, elaborado por Saadi, podemos ver que o Estado de Minas Gerais é cortado por diversas falhas geológicas: BR 24, 25, 26, 27, 28, 29 e BR 47. Chama a atenção a falha BR 47, localizada no norte do Estado e situada à margem esquerda do São Francisco, exatamente abaixo da cidade de Itacarambi, onde ocorreu o sismo de 9 de dezembro.
fonte:http://www.apolo11.com
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