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TUBERCULOSE

CATÁSTROFES > PRAGAS


A tuberculose é causada por um bacilo, transmitido pela inalação de secreções das pessoas infectadas. Pode atingir o pulmão (forma mais comum), gânglios, laringe, ossos, pele, articulações, intestino e rins.

Apesar de nunca ter sido considerada erradicada, o tratamento através de antibióticos sempre se mostrou eficaz, situação que perdurou até o início da década de 80. Naquela época, quem falasse em dificuldades para tratar a tuberculose pareceria ridículo em qualquer congresso médico…

Em 1993, a OMS declarou estado de urgência no mundo em razão da expansão da doença. Em 1996, a Organização informava que três milhões de pessoas haviam morrido de tuberculose em 1995, um recorde jamais visto desde o século XIX, quando ainda não havia antibióticos disponíveis. A doença foi a única (até então) a receber a classificação de "emergência global" pela OMS. O diretor do Programa de Tuberculose, Arata Kochi, declarou o seguinte na época: "A epidemia de tuberculose é pior agora do que em qualquer outra fase da história da humanidade. Não existe lugar no mundo que se possa considerar a salvo da tuberculose." Um outro médico da OMS, Joel Almeida, complementou: "A tuberculose é agora a principal doença infecciosa mortal do mundo." Em todo o mundo morreram cerca de 40 milhões de pessoas entre 1987 e 1997, vítimas de tuberculose.

Naquele ano de 1996 havia nada menos que 1,9 bilhão de pessoas infectadas em todo o mundo, das quais se previa que 20 milhões (1%) desenvolveriam a doença. No início de 1997, a OMS informava que, a cada segundo, em alguma parte do mundo uma pessoa contraía o mal. Os portadores do bacilo já eram 40% da população mundial...


A tuberculose também ressurgiu nos países da ex-União Soviética e do Leste Europeu. Cerca de 29 mil pessoas morreram em 1993 nesses países em razão da doença. Na Sibéria e em Moscou o número de casos dobrou de 1990 a 1993.

Na Inglaterra o número de doentes cresceu 12% em cinco anos. Em Londres, um em cada 50 desabrigados tinha a doença em 1995.

No Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, as estatísticas demonstram que os casos da doença duplicaram em termos reais nos últimos anos. Entre 1988 e 1996, o número de doentes passou de 90 para 180 para cada grupo de 100 mil habitantes. O gráfico abaixo mostra essa variação:



Em 1995, o Ministério da Saúde anunciou que o combate à tuberculose seria a maior prioridade do ministério naquele exercício. Em outubro daquele ano, o aumento da incidência da doença no Estado de São Paulo colocou em alarme o Centro de Vigilância Epidemiológica. Apenas numa única unidade médica, considerada como de referência para o diagnóstico e tratamento ambulatorial, as consultas aumentaram 42% entre 1992 e 1995. No primeiro trimestre de 1996, dez brasileiros adoeciam a cada hora e 14 morriam todos os dias, vítimas de tuberculose; em 1997 eram 16 mortes por dia.

Há algum tempo surgiu um super-bacilo no Vietnã, resistente a antibióticos e que já apareceu nos Estados Unidos. O número de pacientes com tuberculose no Vietnã já vinha aumentando cerca de
20% ao ano ao longo dos últimos 7 anos, segundo fontes oficiais do país. Em fins de 1997, o novo tipo da doença, denominada MBR-TB (tuberculose resistente a múltiplas drogas) já representava 2% dos casos mundiais. Arata Kochi declarou o seguinte na época: "O bacilo sofreu uma mutação e transformou-se num inimigo mortal, criando um tipo de tuberculose resistente às drogas conhecidas." No início de 1998, o CDC alertou os médicos para ficarem atentos a fim de impedir uma epidemia de uma variante altamente contagiosa da doença, que se multiplicava mil vezes mais rápido que o bacilo convencional e era capaz de espalhar-se apenas duas horas após a exposição...

Ao fazer referência ao ressurgimento de doenças antigas, em particular a tuberculose, que desafiam agora a medicina com sua resistência aos tratamentos com antibióticos, assim se expressou a revista Veja, numa matéria de setembro de 1994: "Doenças que se julgavam extintas ou controladas, como o cólera, a própria tuberculose ou a meningite, ressurgem a cada dia, em formas mais virulentas. Hoje, segundo a OMS, morrem a cada ano três milhões de vítimas da tuberculose. Diarréias dizimam outros 3,2 milhões de vidas. A malária ainda abate um milhão. A pneumonia, 4,3 milhões. (…) O sonho de Fleming, de erradicar as doenças contagiosas, nunca pareceu tão longe de se realizar. Ao menos os infectologistas e os roteiristas de filmes de terror terão emprego por um bom tempo. As forças da natureza parecem dispostas a ajudar."





fonte:http://www.pechincha.com.br/Filosofia/molantig.htm






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