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FORTALEZA FUTEBOL CLUBE
HISTÓRIA
Falar das origens do Fortaleza sempre passa necessariamente por falar no maior desportista cearense de todos os tempos: Alcides Santos.
Alcides Santos fundou em 23/02/1912 um clube chamado Fortaleza. A seguir, participou da fundação do Stella Foot-Ball Club, em 30/05/1915 (Stella era o nome do colégio suíço onde estudavam os mais ricos membros de nossa sociedade), clube com estreita ligação com o Fortaleza Sporting Club (primeira denominação do Tricolor, que perdurou até a II Grande Guerra), fundado em 18/10/1918. Alcides Santos também estimulou e participou da fundação do Riachuelo, Tabajara e Maranguape, todos antes de 1918. Esteve ligado ao Fortaleza em seus primeiros 20 anos de história.
Mas quem foi Alcides Santos? Alcides de Castro Santos nasceu em 04/11/1889, filho do político e professor Agapito dos Santos. Estudou na Europa de onde trouxe a paixão pelo esporte bretão.
Alcides Santos foi próspero comerciante, sendo sócio e fundador de diversas empresas cearenses, e primeiro representante da Ford Co. no Brasil. Foi fundador da Sociedade Cearense de Filatelia e Numismática. Comprou e doou ao Fortaleza o campo do Alagadiço (próximo onde hoje é a Igreja de São Gerardo), Construiu o Campo do Prado (onde hoje é a Escola Técnica) e o doou a ADC (Associação Desportiva Cearense, fundada em 23/03/1920, sob a liderança de Alcides Santos, presidente da Assembléia de fundação). Trouxe o 1º atleta de fora do estado para aqui jogar (Nelsindo em 1919). Foi atleta de remo do Flamengo, quando morou no Rio com o Pai deputado.
Mas voltando ao Fortaleza, entre seus fundadores podemos citar Alcides Santos (1º presidente), Oscar Loureiro, João Gentil, Pedro Riquet, Walter Olsen, Walter Barroso, Clovis Moura, Jayme Albuquerque e Clovis Gaspar, entre outros.
O Fortaleza venceu o torneio da Liga Metropolitana (quando não existia Federação) disputado em 1918. Devido à desorganização da Liga, da ausência de um campeonato oficial (eram disputados diversos amistosos, que dependendo do critério ou conveniência, definia o campeão metropolitano), no início de 1920 o Fortaleza, através de Alcides Santos, liderou a fundação da Associação Cearense de Desportos, depois Federação Cearense de Desportos e finalmente Federação Cearense de Futebol.
Além de Alcides Santos, tivemos como presidentes do Fortaleza: Acelino Costa Leitão, Agapito dos Santos, Airton França Rebouças, Alfredo Machado, Álvaro Kruel Viana, Ariosvaldo Gomes de Almeida, Camilo Aguiar, Carlos Alberto Ribeiro, Carlos Rolim Filho, Cleiton Alcântara Veras, Edmar Rabelo Maia, Edmar Vilar Queirós, Edmilson Barros de Oliveira, Edmilson Bindá, Eurico Salgado, Ezequiel Menezes, Fares Cândido Lopes, Fernando Antonio Oliveira Silva, Flávio Novais, Francisco Alves Maia, Francisco Araújo, Francisco Bezerra de Oliveira, Francisco Maganhães, Francisco de Souza Filho, Galileu Saldanha, Heitor Ribeiro, Helder Veríssimo, Hider Correia Lima, Ivan Cesar Ramos (Carinha), João César Vasconcelos, João de Deus Costa Lima, João Gentil, João Gonçalves Monteiro, Jorge Alberto Carvalho Mota, José Atanásio dos Santos, José Belém de Figueiredo, José Edy Sabóia, José Girão de Oliveira, José Girão Frota, José Milton de Holanda Pimentel, José Raimundo de Albuquerque Costa, José Ribamar Felipe Bezerra, José William Girão Frota, Lauro Pessoa Martins, Leonel Pereira de Alencar Neto, Luiz Abner de Souza Moreira, Luiz Carlos de Oliveira (Almirante), Manuel Nunes de Oliveira, Marcello Desidério, Mário Morais, Mauro Morais, Mendo Leonel Chaves, Nestor Falcão Filho, Newton Cavalcante, Ney Rebouças, Osvaldo Azim Filho, Osvaldo Lima, Otoni Diniz, Paulo Rogério Magalhães, Pedro da Silva Torres, Péricles Augusto Bezerra Mulatinho, Raimundo Regadas e Sílvio Carlos Vieira Lima, sem falar de grandes nomes tricolores como Cel. Mozart Gomes (e seus filhos), Luis Rolim Filho, Jackson de Carvalho, Antonio Gumercindo, Manuel Guimarães (e seu filho Mauricio Guimarães), João Quevedo e Delfino Filho.
1918: Várias versões envolvem a fundação do Fortaleza Esporte Clube. Na mais provável, o Fortaleza teria sido fundado em 1912, com o nome de Stella Foot-Ball Club. Mas tal time teve vida curtíssima, e em 18/10/1918 seria fundando, a partir dele, o Fortaleza Sporting Club, tendo como presidente Alcides Santos, que junto com Humberto Ribeiro, Walter Oslen, João Gentil, Brum Menescal, Oscar Ribeiro, Mário Petter e outros, transformou o Stella em Fortaleza, para homenagear a capital cearense. Nascia então o futuro Parque dos Campeonatos, na rua Barão do Rio Branco, entre Pedro Pereira e Pedro I.
1920: Ano do primeiro campeonato cearense oficial de futebol, e do nosso primeiro título. Em 23 de março, é fundada a Associação Desportiva Cearense (ADC), da qual faziam parte Fortaleza, Ceará, Guarani e Bangu. A final do campeonato ocorre em 12 de dezembro, com a vitória do Fortaleza Sporting Club sobre o Guarani por 2x0, no Campo do Prado.
1921: Ano do segundo titulo. O campeonato se encerra em 25 de dezembro. É o primeiro bicampeonato do Fortaleza Sporting Club.
1923: No dia 22 de abril de 1923 é inaugurado o Campo do Alagadiço, nas proximidades da Igreja de São Gerardo, na avenida Bezerra de Menezes. No Campo do Alagadiço, em janeiro de 1924, o Fortaleza vence o campeonato de 1923. É o primeiro estádio que o Tricolor inaugura com um título.
1924: Em 15 de março de 1925, o Fortaleza vence o Ceará por 6x3, no Alagadiço, e sagra-se bi-campeão cearense de futebol pela segunda vez.
1926: Encerra-se em 15 de agosto de 1926 o campeonato cearense, no Alagadiço, com mais um campeonato pro Fortaleza.
1927: Em 25 de junho, é inaugurado, no Benfica (Prado), o Stadium Sport Cearense, conhecido como campo do Prado. O campo já existia no local desde de 1913, onde hoje se encontra o CEFET-Ce. Na tarde do mesmo dia, foi disputado um torneio entre Fortaleza, Maguari, Guarani, Ceará, Fluminense, Nacional, Brasil e América. Também, no mesmo ano, é reinaugurado o Campo do Alagadiço, em 28 de agosto. No início de 1928, o Fortaleza sagra-se, pela terceira vez, bi-campeão.
1928: Ano de nosso primeiro tricampeonato. No dia 26 de agosto de 1928, o Fortaleza vence o Maguari por 2x0 no Campo do Alagadiço. O lateral esquerdo José Turíbio ainda vive para contar as histórias daqueles tempos distantes.
1933: Em 27 de agosto de 1933, no Campo do Prado, o Fortaleza vence o Ceará por 2x1 e é campeão. Ano do artilheiro Bila, o primeiro que se tem registro em nosso futebol. Ele fez 12 gols.
1934: Em 25 de novembro do mesmo ano, o Fortaleza vence o América, no Campo do Prado, sagrando-se bi-campeão. O artilheiro Bila também é bi. Bi-artilheiro, com 16 gols.
1937: No dia 15 de agosto de 1937 o Fortaleza vence o Ceará por 7x6, no campo do Prado, conquistando o campeonato cearense.
1938: Em 22 de janeiro de 1939, o já conhecido Tricolor de Aço vence o Maguari por 7x4, e sagra-se bi-campeão cearense de futebol. Ano do artilheiro Mundico, com 28 gols.
1946: Ano de muitos acontecimentos para o Tricolor de Aço. Mudamos de nome. Por decreto presidencial, as palavras estrangeiras foram retiradas do nome do clube. De Fortaleza Sporting Club, passamos a ser Fortaleza Esporte Clube. Fomos campeões cearense, ao vencer, no dia 18 de agosto, o Luso por 8x1. Nosso time era formado por: Juju; Stênio e Zé Sergio; Jorge, Arrupiado e Vianinha; Carrim, Adalberto, França, Idalino e Piolho. O artilheiro foi França, com 11 gols. Também fomos, nesse ano, o primeiro campeão do Nordeste, em Natal, onde o atacante velocista Jombrega fraturou a perna. Vencemos o América de Natal na final.
1947: O cearense de 47 foi confuso. Fortaleza e Ferroviário terminaram o campeonato empatados na pontuação geral. Houve dois jogos extras. No primeiro, deu Fortaleza por 4x1. O segundo, dia 22 de fevereiro, no estádio Municipal (que depois seria conhecido como PV), estava empatado em 3x3, quando o Ferroviário abandonou a partida. Resultado: Fortaleza bi-campeão 1946-47. Tínhamos: Juju; Saraiva e Airton; Sapenha, Deim e Natal; Aluísio, Carlinhos, França, Piolho e Antonino. O artilheiro novamente foi França, com 12 gols.
1949: No dia 19 de março, o Fortaleza venceu o Ferroviário por 1x0 no Estádio Municipal. Como o Tricolor de Aço precisava vencer por uma diferença maior, houve uma prorrogação, que terminou empatada em 1x1. Por desistência do Ferroviário, o Fortaleza se sagrou campeão de 1949. O artilheiro foi Antonino, com 10 gols.
1953: Fortaleza e Ferroviário mais uma vez fazem a final cearense. Em 28 de março, eles empataram em 0x0. Na prorrogação, 2x1 para o Fortaleza, campeão de 1953. O artilheiro da competição foi o inigualável Moésio Gomes, com 18 gols.
1954: Em 25 de abril, o Fortaleza empata com o América, no Presidente Vargas (PV) e sagra-se bi-campeão. O artilheiro mais uma vez foi Moésio Gomes, com 11 gols, se tornando tri-artilheiro (1952/53/54).
1957: Carlos Rolim Filho comprou uma área de 30 mil metros quadrados, no Joquey Clube. No dia 21 de julho, é inaugurado o Estádio Alcides Santos, no Pici.
1959: Em 29 de novembro, Fortaleza e Ceará empatam em 0x0 no PV. O resultado garantia o titulo para o Tricolor de Aço. O artilheiro foi Bececê, com 21 gols.
1960:Como campeão cearense, o Fortaleza adquiriu o direito de disputar a Taça Brasil, o primeiro campeonato Nacional. E chegou longe. Nas semifinais da competição, venceu o Santa Cruz no PV por 2x1 e foi a final contra o poderoso Palmeiras de Julinho Botelho. Aqui, perdemos por 3x1. Lá, em 28 de dezembro, foi 8x2. Apesar do placar, o Tricolor de Aço chegou longe e mostrou a força do futebol alencarino. O artilheiro da competição foi o nosso Bececê, com 7 gols. Fomos bi-campeões cearenses, 1959-60. Vencemos o ferroviário por 3x0, no dia 26 de fevereiro, no PV.
1964: Em 14 de fevereiro, se encerra o campeonato cearense, com a vitória do Fortaleza sobre o Ceará, no PV, agora com capacidade aumentada, de 12 para 35 mil lugares.
1965: Em 23 de novembro, jogando pelo empate, o Fortaleza empata em 1x1 com o Ceará, sagrando-se bi-campeão 1964-65.
1967: No dia 17 de dezembro, o Fortaleza vence o Ferroviário por 3x2 no PV, sagrando-se campeão. Croinha foi o artilheiro, com 12 gols.
1968: Chegamos mais uma vez a final da Taça Brasil. Na primeira fase, eliminamos o Bahia, com 2x1 no PV, no playoff. Dessa vez, eliminamos o Náutico na semifinal. Em 24 de agosto de 69, vencemos por 2x1 em casa. Em 27 do mesmo mês, perdemos por 1x0 em Recife. No dia 29, em Recife, numa vitória histórica, vencemos o playoff por 1x0. Em 3 de setembro, enfrentamos o Botafogo no PV, e empatamos em 2x2, com nossos dois gols marcados por Lucinho. Em 4 de outubro, perdemos por 4x0 no Maracanã. Nosso time formou com: Mundinho; William, Zé Paulo, Renato, Luciano; Joãozinho, Luciano Frota; Garrinchinha, Lucinho, Erandir (Amorim), Mimi. Treinador: Gilvan Dias.
1969: Com um timaço, que passou 36 jogos invictos, o Fortaleza foi campeão cearense neste ano, vencendo os três turnos diretos. A final foi no dia 17 de agosto de 67, com Fortaleza vencendo o Ceará por 1x0 no PV. O artilheiro foi Erandir, com 15 gols.
1970: Fomos campeões do Nordeste pela segunda vez. No quadrangular final, vencemos a Tuna Luso por 2x1 e o Fast Clube-AM por 4x1, as duas partidas no PV. Empatamos fora contra essas equipes, 0x0 e 1x1, respectivamente. Contra o Sport, 0x0 em casa. No último jogo do quadrangular, em Recife, perdemos por 2x1, no dia 31 de janeiro de 1971.Como cada vitória valia apenas dois pontos, Fortaleza e Sport terminaram empatados em pontos. Com saldo de 4 gols positivos, contra 3 negativos do Sport, o Tricolor de Aço sagrou-se campeão do Norte-Nordeste de 1970. A base desse super time, Vice-campeão nacional, campeão cearense arrastão e campeão do Norte-Nordeste era: Mundinho; Willam, Zé Paulo, Renato e Carneiro; Frota e Joãozinho; Garrinchinha, Mozart, Erandir e Mimi.
1973: No dia 8 de agosto de 1973, o Fortaleza vence o Ceará, por 1x0, na prorrogação. Gol de Amilton Melo, que valeu placa no PV, como a última das grandes decisões do estádio. O artilheiro foi Marciano, com 17 gols. O Tricolor tinha: Lulinha; Louro, Pedro Basílio, Queiroz e Bauer; Chinezinho e Lucinho; Hamilton Rocha, Amilton Melo, Marciano (Beijoca) e Silvinho. No dia 11 de novembro de 1973, inaugura-se o novo estádio Plácido de Aderaldo Castelo, o Castelão, com o empate em 0x0 entre Fortaleza x Ceará.
1974: Em 26 de março de 1975, na primeira final realizada no Castelão, o Fortaleza derrotou o Ceará por 3x1, sagrando-se bi-campeão 1973-74. Foi o segundo estádio inaugurado com um título do Leão do Pici. Na época, o técnico Moésio revolucionou o esquema tático no Brasil, criando o quadrado de ouro, protegendo as subidas dos laterais. O Campeonato ficou marcado pelas 3 vitórias seguidas em apenas uma semana sobre o rival. 4x0, 1x0 e 3x1, sendo a última, a vitória do Bi. O artilheiro foi Beijoca, com 26 gols. O Tricolor de Aço formou com: Lulinha; Louro, Pedro Basílio, Osíris e Ronner; Chinezinho, Zé Carlos, Lucinho e Amilton Melo; Haroldo e Geraldino Saravá. Tecnico: Moésio Gomes. Esse também foi o ano de nossa primeira participação em campeonatos brasileiros. Nossa primeira partida no Nacional foi em 9 de março, em casa, vencendo o América Mineiro por 2x0, gols de Édson Carneiro e Francisco. O primeiro confronto contra o Ceará foi no mesmo ano, dia 23 de março. Terminou 1x1, com gol marcado por Beijoca. Terminamos na 16ª colocação, com 25 pontos. 9 vitórias, 7 empates e 8 derrotas.
1982: Grande ano para o Tricolor, na gestão de Silvio Carlos, o Papa, que acabou com o jejum de 7 anos sem títulos. Fato hilariante ocorreu em certa final de turno, quando certo locutor alvinegro fazia a contagem regressiva para a conquista de seu time, quando Adílton, grande ídolo do Ceará na década de 70, manda pras redes e dá o turno para o Leão, apelido dado pelo presidente, inspirado na raça e determinação que envolvem a mística daquelas camisas. A final foi contra o Ferroviário, no dia 12 de dezembro, foi vencida pelo Leão por 4x0. Adílton, fez três gols e Ronner fez outro. O Leão formou com: Salvino; Alexandre, Pedro Basílio, Chagas e Clésio (Roner na final); Nelson, Assis Paraiba e Zé Eduardo; Adilton, Miltão (Beijoca) e Edmar.
1983: Ano em que o Fortaleza montou um super time, dito por muitos como uma das maiores, senão a maior formação já montada por uma equipe cearense. Ano do inesquecível Luizinho das Arábias, artilheiro com 33 gols. A final aconteceu no dia 13 de novembro, contra o Ferroviário, vencida pelo Leão por 2x0. O Tricolor de Aço tinha: Salvino; Caetano, Pedro Basílio, Tadeu e Clésio; Serginho, Wescley e Assis Paraíba; Edson, Luizinho das Arábias e Marquinhos Carioca (antes Júlio César). Também vale nota a reinauguração do PV, depois de ampla reforma, ocorrida em 7 de setembro, na nossa vitória por 3x1 sobre o Calouros do Ar.
1985: Jogando pelo empate, o Fortaleza é campeão cearense ao empatar com o Ceará em 0x0, no dia 22 de dezembro.
1987: Novo empate em 0x0 contra o Ceará, e novo título, conquistado no dia 9 de agosto. O artilheiro foi Da Silva, com 19 gols.
1991: Um grande campeonato, onde ocorreu grandes jogos, principalmente grandes clássicos rei, como um 0x0, estréia de Mirandinha pelo Tricolor e Cláudio Adão pelo Ceará, que registrou o recorde de público em clássicos, 60 mil pagantes. Outro grande jogo, foi Fortaleza 4x2 Ceará, uma grande amostra da mística que percorre "aquelas camisas". O Leão perdia por 2x0 até meados do segundo tempo, vários Tricolores deixavam o Castelão, quando Mirandinha aos 30 e Capivara aos 36 empataram o jogo. Na prorrogação, Mirandinha faz logo no começo e Valdir garantiu a vitória. A primeira partida da final foi 2x1 para o Ceará, em 8 de dezembro de 1991. Em 11 de dezembro, 0x0. E em 15 de dezembro, 1x1 e o título é nosso.
1992: O ano de 1992 ainda é uma vergonha para o futebol cearense. Vencemos o campeonato no campo, mas a sem vergonhice de nossos dirigentes, garantiu mais 3 "campeões". O artilheiro baiano Osmar foi o grande trunfo Tricolor, com 17 gols. Uma semana antes da final, a vantagem era do Ceará. O Leão fez 2x0 e garantiu o direito do empate. A final, dia 6 de dezembro, foi um jogo emocionante, para um público de 31 mil pagantes. Osmar fez nosso gol aos 4 minutos do segundo tempo, com Sérgio Alves empatando para o Ceará. Bi-campeonato no campo e o resto é "conversa pra boi dormir". Posteriormente, uma decisão do STJD (relativo a condição de jogo do atleta Fernando) deu o título do 1º turno para o Tiradentes, contrariando o entendimento da FCF e do tribunal local. O campeonato deveria ser decidido entre o Tiradentes (1º turno), Ceará (2º turno), Fortaleza (3º turno), mais o clube com melhor campanha fora os vencedores de turno (Icasa). O Fortaleza não aceitou participar desta decisão e entrou na justiça comum. Diante o impasse, um acordo esdrúxulo entre a FCF e os 4 clubes, tornou todos os quatro clubes campeões. O Leão formou, no jogo final, com: Claudecir; Expedito, Sérgio Odilon, Argeu e Albéris; Da Silva, Eliézer e Josué (China); Osmar, Marcelo Henrique (Tangerina) e Nando. Técnico: César Moraes.
2000: Ano inesquecível para a torcida Tricolor, pois foi o fim de sete anos de sofrimento. O ano começou dando a impressão que o sofrimento ia continuar. Perdemos a semifinal do turno para o Juazeiro, para um PV lotado, como a tempos não se via. No segundo turno, com a chegada de Ferdinando Teixeira, tudo mudou. Ganhamos o turno para mais de 30 mil pessoas no PV, contra o Itapipoca. Esse campeonato também teve a primeira final de cearense realizada no interior do estado. Ocorreu em Sobral, no dia 16 de julho, em um jogo emocionante, onde Daniel Frasson fez o gol "papapenta", aos 36 mintos do segundo tempo, empatando o jogo em 1x1, nos dando o titulo. Na final, o Leão formou com: Maizena; Ronald (Jaime), Junior, Denilson (Carlinhos) e Ivan; Dude, Pires (Rogers), Frasson e Bechara; Vinicius e Eron. Nesse mesmo campeonato, consolidaram-se ídolos da torcida, como Clodoaldo, Maizena, Frasson, Bechara e o técnico Ferdinando Teixeira.
2001: Arrastão. Essa palavra resume o que o Fortaleza fez com seus adversários. Não deu chance pra ninguém, mesmo tendo perdido o professor Ferdinando Teixeira. Zaluar chegou, e depois de poucos contra tempos organizou o time. Na final, 3x1, ocorrido a 8 de julho, quando o Tricolor de Aço consolidou-se como o único e verdadeiro Parque dos Campeonatos. Foi também a décima sexta partida sem conhecer o que é derrota contra o Ceará. Formamos com: Maizena; Erandir, Mario César e Angelim; Chiquinho, Pires, Frasson, Claudinho (Dude) e Reginaldo (Carlinhos); Vinicius (Bechara) e Clodoaldo. O artilheiro foi Clodoaldo, com 16 gols. Fomos bi-campeões Arrastão, e ficamos mais de dois anos sem perder para o Ceará.
2003: O Fortaleza venceu o Ferroviário por 2 a 1, na final do 2º turno, e sagrou-se Campeão-arrastão do Estadual 2003. O gol do título saiu dos pés de Fabrício, aos 21 minutos do 2º tempo. O Tricolor terminou o campeonato com uma campanha excepcional. Foram 16 vitórias e somente uma derrota em 22 partidas, com 53 gols pró (média de 2,4 por partida) e 16 contra. Aos 43 minutos do 1º tempo, o árbitro Manuel Moita marcou pênalti do zagueiro Édio sobre Clodoaldo. Na cobrança, o Baixinho do Pici deslocou o goleiro Zezinho e abriu o placar. Na comemoração, Clodoaldo aderiu aos protestos anti-guerra e mostrou uma camisa com a frase "Paz no Mundo". Aos 13 minutos do 2º tempo o Ferroviário conseguiu o empate. Em grande jogada, Gil Bala chutou de bicicleta no ângulo do goleiro Jéferson. Aos 17 minutos o técnico Luís Carlos Cruz retirou a atacante Calmón, que não vinha repetindo as últimas atuações, e colocou Fabrício. E logo Fabrício viria a marcar o gol do título. Quatro minutos depois de entrar, o jogador aproveitou jogada de Wendell pela esquerda e marcou o gol que deu o título Cearense ao Fortaleza. Clodoaldo terminou como artilheiro do campeonato. O Baixinho marcou 19 gols, cinco a mais que o vice, Paloma, do Limoeiro.
TÍTULOS
Torneio Início do Campeonato Cearense (1)
1925 1927 1928 1933 1935 1948
1960 1961 1962 1964 1965 1977
Campeonato do Nordeste (2)
1946 1960 1968 1970
Campeonato Cearense (3)
1920 1921 1923 1924 1926 1927 1928 1933 1934 1937 1938
1946 1947 1949 1953 1954 1959 1960 1964 1965 1967 1969
1973 1974 1982 1983 1985 1987 1991 1992 2000 2001 2003
2004 2005 2007
Categorias de Base (4)
Campeonato de Juniores (1972,1973,1974,1976,1978,1980,1981,1983,1985,1986)
Campeonato Amador (1996)
Campeonato Cearense Sub/16 (2003)
Campeonato Cearense Sub/17 (2000)
Campeonato Cearense Sub/18 (2003)
Campeonato Cearense Sub/20 (1998,2001)
(1) Torneio disputado entre 1920 e 1978. O Fortaleza foi o maior vencedor (12 vezes).
(2) Em 1960 e 1968 o Fortaleza foi campeão da Zona Norte-Nordeste da Taça Brasil, sagrando-se, logo após,
Vice-Campeão Brasileiro nas duas oportunidades.
(3) Em 1992, o título cearense foi dividido entre Fortaleza, Ceará, Tiradentes e Icasa, e em 2004 o Fortaleza foi
declarado campeão, pelo STJD, depois de uma fraude do Ceará.
(4) Também nas Categorias de Base, o Fortaleza é o detentor do maior número de títulos (16), tendo o
Ferroviário (10 títulos) como segundo lugar.
MASCOTE
Hino Oficial
Autor: Jackson de Carvalho
Fortaleza,
Clube de glória e tradição.
Fortaleza,
Quantas vezes campeão.
Fortaleza,
Querido idolatrado,
estás sempre guardado,
dentro do meu coração.
Altivo,
tua vida sempre foi um marco,
tua glória é lutar e vencer também,
salve o Tricolor de Aço.
No campo,
provaste mesmo que não tens rival,
tua turma é valente, é sensacional,
salve o Tricolor de Aço.
Soberbo,
tua fibra representa um norte,
combativo, aguerrido, vibrante e forte.
Sem demonstrar cansaço,
Receba um sincero,
abraço da torcida tão leal,
meu Tricolor de Aço
fonte:www.fortalezaec.net
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