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SENSUALIDADE
SEXO SEM COMPROMISSO
Está tudo liberado mesmo?
Mais conhecido como a festa pagã pela Igreja Católica, o carnaval é apontado como um evento de liberdades sexuais. Na antigüidade ele acontecia regado à muita orgia. No Brasil, ganhou status de época propícia ao sexo sem compromisso. “É hora de tirar o atraso!” Essa frase e outras do tipo foram pronunciadas durante muito tempo pelos homens e hoje, ganha a simpatia das mulheres. Se você é uma delas, não sinta culpa. A sociedade já dá indícios de aceitação ao comportamento. “Sexo sem compromisso não é mais uma coisa exclusiva dos homens. As mulheres vivenciam isso como algo possível, principalmente no carnaval”, afirma a psicóloga e mestre em psicologia clínica Ana Maria Amorim de Farias. Algumas ainda resistem à liberação total. A publicitária Roberta Morelli, 25 anos, diz que sexo é bom e não existe data para que aconteça, mas deve ser feito com consciência. “Só depois de conhecer bem, né”, pondera. A designer gráfica Juliana Alves, 28, acha válido desde que usem camisinha. “Se você e o cara estão solteiros e rolou um clima, por que não fazer se há prevenção? Claro que as duas partes precisam estar afim e com camisinha está tudo certo”, diz. O proprietário do site de baladas Qrolou, Eduardo Prado, acredita que o carnaval é como uma desculpa universal para ambos os sexos. “Muitas pessoas solteiras vêem na folia a oportunidade de realizar aquele desejo latente de farra, de não se importar com nada e só curtir. Então, a maioria das mulheres e homens procuram esse lance de sexo sem compromisso”, afirma.
Após revolução do sutiã, a da calcinha
Hoje, o sexo casual rola solto e quem o pratica considera o ato uma descoberta do próprio corpo e da sexualidade. “Sou adepta sim, seria hipócrita se dissesse que não. Mas não é porque se trata de uma prática socialmente aberta, encarada como normal em nossa época, que deva ser praticado em ritmo de oba, oba. É uma realidade em nossa geração e natural da libido humana, como buscar água quando se tem sede e comida quando se tem fome. Funciona assim comigo”, argumenta a jornalista Carolina Carvalho, 25. No Carnaval do ano passado a analista de qualidade, E.O., 26, perdeu a calcinha ao transar com um ex-professor numa praia em Ubatuba. Ela diz que o sexo sem compromisso é como uma aposta: você faz sem saber o resultado e corre o risco de encontrar pessoas que não te tratem com o devido respeito. “Eu não aprecio essa forma de amor. Faço porque se fosse esperar para conhecer um cara bacana, me apaixonar e ser retribuída pra depois me envolver sexualmente com ele, já estaria há um ano sem sexo. A única regra que uso é: não faço com quem corro o risco de encontrar no dia seguinte. Se é pra ser, que seja com desconhecidos ou conhecidos que não voltarei a ver”, comenta.
Cuidado! Nem tudo é festa
Caia na gandaia, liberte-se! Mas… tome cuidado para não achar que está vivendo um conto de fadas, acordar e sair ferida da folia. “O mais importante é estar consciente de que este é um momento pontual. Algumas vezes a experiência é tão boa que gera um desejo de continuidade. Isso porque a mulher tem uma tendência ao romantismo que faz parte de sua essência: cuidar e ser cuidada”, aconselha Ana. Outro problema comum no carnaval são agressões físicas, crimes passionais, estupros e a proliferação das doenças sexualmente transmissíveis. É preciso esperteza para não cair em armadilhas. Identifique se a pessoa responde sem rodeios sobre onde mora e trabalha. Perceba se ela não entra em contradição. “Conhecer alguém que está sozinho é mais perigoso do que uma pessoa entre amigos. Se o sexo for inevitável é mais seguro ir para um hotel ou motel. Melhor do que ir pra casa da pessoa”, alerta a psicóloga. Não é preciso dizer que o uso de preservativo é essencial, certo? “Usei camisinha não por uma questão de exigência das garotas, mas por costume mesmo”, comenta Eduardo. Fique alerta aos seus limites. “Sou super a favor de sexo casual, principalmente quando se tem vontade, seja no Carnaval, Natal ou Páscoa. O importante é não se machucar nem renegar os próprios princípios. Usar camisinha não é apenas uma prevenção contra doenças, mas também cuidar de si mesma.” diz L.S., 29, jornalista.
Histórias de arrepiar!
“Teve um carnaval que, sei lá por qual motivo, resolvi não viajar. Entretanto, decidi ir ao clube da cidade. Durante a festa, mexia com todas mulheres. Claro que a maioria não dá bola, mas duas delas me pediram carona. Entraram no carro. Papo vem, papo vai... De repente, parei o carro e comecei a beijar uma delas. Logo depois, a outra. Fizemos tudo no carro. Trocamos telefones e depois freqüentamos alguns lugares em comum, mas nunca mais fiquei com as garotas”, lembra Eduardo. A analista de qualidade E.O., conta que passou o carnaval de 2006 em uma praia . Durante um passeio com as amigas, encontrou um ex-professor da faculdade, homem pelo qual uma delas nutria forte paixão. "Estávamos com um drink de saquê e brindamos à vida. Ele nos levou para um bar, bebemos tequila e resolvemos caminhar. A esta altura ele acariciava e beijava minha amiga. Depois de alguns minutos, beijou a outra. Uma delas resolveu que não levaria nada adiante. Então, nos separamos e o ex-professor passou o restante da madrugada comigo. Fomos para um canto da praia. Eu estava de saia e tinha colocado uma camisinha presa na alça da calcinha. Quando ele viu, entendeu o que eu queria. Transamos no alto de uma rocha. Foi muito bom e intenso”, conta. Ela diz que tudo foi válido e perfeito enquanto durou. “No dia seguinte, cruzei com um moreno maravilhoso na areia. Nos olhamos, conversamos e decidimos mergulhar. Transamos. Foi muito bom também”, relembra o novo sexo casual.
Por Silvia Caseiro
fonte:www.dnamulher.terra.com.br
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