CULINÁRIA BRASILEIRA

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Culinária Paraense

Pará

A Culinária Paraense

A cozinha paraense é a mais brasileira e genuína, não possui influências europeias ou africanas. Os elementos encontrados na região, formam a base de seus pratos, o que deixa os gourmets maravilhados pela alquimia utilizada na produção destes pratos exóticos. Os nomes dos pratos são tão exóticos quanto seu sabor, já que são de origem indígena. Abaixo veja alguns exemplos da cozinha Paraense:



Maniçoba e ingredientes


Maniçoba

Do tupi Maní: deusa da mandioca, amendoim (maniva). Dos pratos mais apreciados de nossa culinária, a maniçoba ocupa, seguramente, o 2º lugar, só perdendo, mesmo, para o pato-no-tucupi, ponto alto de nossos quitutes.

O aspecto estranhíssimo - todo aquele folharal verde-negro onde bóiam peças nobres de carne suína e bovina, acondicionado em requintadas terrinhas de porcelana ou, como seria o certo, numa imponente panela de barro - causa impacto no turista, seja brasileiro ou estrangeiro. As pessoas olham desconfiadas.

Sua preparação demora cerca de uma semana, pois a folha da maniva ( a planta da mandioca), depois de moída, deve ser cozida durante, pelo menos, quatro dias, após o que se acrescenta o charque, toucinho, bucho, mocotó, orelha, pé e costelas salgadas de porco, chouriço, lingüiça e paio, praticamente os mesmos ingredientes de uma feijoada completa. Pode ser acompanhado de arroz branco, farinha d'água e pimenta de cheiro a gosto.


Pato no Tucupi
O pato no tucupi também tem suas peculiaridades. O tucupi é um caldo amarelo que também vem da mandioca e por isso precisa ser cozido durante dias. Na verdade, o pato é uma tradição do almoço do Círio, mas se as condições financeiras não forem das mais favoráveis, vale o frango, o peru ou até mesmo o chester ao tucupi. O importante mesmo é reunir a família para a confraternização. O preparo do tucupi segue um ritual inspirado na tradição indígena.

Maniçoba e acompanhamentos

A mandioca é descascada e ralada e essa massa é depositada em um instrumento cilíndrico chamado tipiti, que fica pendurado para que todo o líquido escorra para um recipiente. O líquido esbranquiçado é colocado para descansar por mais ou menos um dia. A parte mais pesada da solução "senta" no fundo da panela. Em cima da massa branca resultante da fusão fica um "soro" amarelado que é fervido: eis o tucupi. A massa que fica ao fundo é retirada para fazer a tapioca. Mas e a massa que fica dentro do tipiti? Essa vira a farinha de mandioca, que com certeza também vai ajudar a compor o almoço do Círio. Um almoço onde também não pode faltar o jambu e a famosa pimenta de cheiro.


Chibé
Alfredo da Mata, em seu Vocabulário da Região Amazônica (Manaus, 1937/1938), assim define o Chibé: vocábulo tupi, composto de Che - eu, meu - e Ibe ou Tibe- caldo.
Já Ermano Stradelli (1) registra o vocábulo Cimé, Cimé-Ciré, e, ainda esclarece que se trata de: “Bebida feita com água, em que foi desmanchada e deixada tufar um pouco de farinha de mandioca. É bebida refrescante e,


Cuia de tacacá

se não se limita a beber somente a água, que toma um gosto levemente acidulado, mas, remexendo-a com os dedos, enquanto se bebe, ingere-se também a farinha molhada, igualmente substancial.”

Sem dúvida, o Chibé é, por assim dizer, a mais paraense de todas as comidas, constituindo-se, mór das vezes, segundo o professor dr. Camilo Viana, da Universidade Federal do Pará, no único alimento do caboclo, principalmente durante a ocorrência de certas atividades que lhe são peculiares.

Observando a composição da mandioca crua e depois de processada (a farinha), para quem não sabe, eis, desvendado, o segredo:

Tacacá
O tacacá não é considerado uma refeição. É uma espécie de bebida ou sopa, servida em cuias e vendida pelas "tacacazeiras", geralmente ao entardecer, na esquina das principais ruas das cidades paraenses, sobretudo Belém. Na hora de servir são misturados, na cuia, tucupi, goma de tapioca cozida, jambu e camarão seco. Pimenta-de-cheiro a gosto.







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